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sábado, agosto 30, 2003

posted by Jamie Barteldes sábado, agosto 30, 2003
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A metafísica e o picolé do Bob Esponja
Viver é como comer um picolé do Bob Esponja. Estranho, mas gostoso. Estranho, mas a gosminha do meio te mostra que nem tudo é gelado ou feito de chocolate branco, as coisas podem ser pegajosas e feitas de abacaxi e não deixarem de ser gostosas (ãnh?). Assim como na vida.
Abrir o picolé do Bob Esponja é permitir-se a degustá-lo. Assim é a vida. Há de se permitir a degustar-se, a degustar os outros, a degustar o mundo. O mundo é uma grande festa de criança com uma enorme mesa cheia de doces e bolos (e picolés do Bob Esponja) esperando para serem devorados. Com etiqueta ou não, você escolhe, mas há refrigerante na geladeira, caso você queira. Assim como na vida.
No picolé do Bob Esponja o brinde é um adesivo, na vida o brinde é a própria existência. Não pretendo discutir aspectos religiosos, não sei quem me deu esta alma, mas cabe a mim fazer bom uso dela. Assim como o adesivo do Bob Esponja, você escolhe se joga fora, se cola no caderno ou “ilustra” o ônibus que você toma todos os dias para voltar para casa. Assim como na vida.
A vida pode ser engraçada caso você a encare dessa forma, assim como a gosminha do picolé do Bob Esponja. Você pode gostar dela ou não, vai depender do seu humor e de quantos minutos você passou caminhando ao meio dia na Expedicionários absolutamente perdida e com R$ 1, 10 sobrando no bolso. Sim, você poderia comprar um Chambinho, mas teve vergonha de andar com um coração rosa enfiado em um palito e de inevitavelmente melar os cantinhos da boca. Por isso, escolheu o Bob Esponja, e você chama isso de destino ou de falta de sorte, mas escolheu o Bob Esponja, sem saber que, na verdade, ele escolheu você. Assim como na vida.
É uma comparação estúpida, alguns diriam. Mas, se você chegou até aqui é porque espera por um final magnífico que o faça entender o sentido disso tudo e que te deixe refletindo por semanas. E você mostrará este texto aos seus amigos, e colocará minha página nos favoritos e será alguém feliz por ter compreendido a razão de sua existência e a solução para os seus problemas.
Nada disso. É só um picolé do Bob Esponja e uma reflexão, e tudo se resume e se ramifica nisso. Assim como na vida.
Jamie Barteldes
Trilha Sonora: “Just another nervous wreck” - Supertramp
www.exerciciospleonasticos.blogspot.com
posted by Jamie Barteldes sábado, agosto 30, 2003
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segunda-feira, agosto 11, 2003
Voce tem cheiro de quê?
Quem gosta de doce quando é criança geralmente continua gostando até o fim da vida, apesar de mudar o paladar e provar sabores diferentes. Com perfume é igual: quem prefere florais certamente vai gostar deles para sempre, mas vai experimentar aromas diferentes. Segundo um dos maiores perfumistas da atualidade, o francês Yves de Chiris, escolher um perfume é como escolher roupa, maquiagem ou corte de cabelo: tem que descobrir o que combina mais com você. Para ajudar a encontrar o seu aroma, faça o teste a seguir, elaborado por Marie Claire, para contemplar mulheres de personalidades e estilos variados. Por Ana Ban e Katia Del Bianco
1 O que você prefere comer?
Massas e vinhos em um restaurante italiano à luz de velas
Pratos refinados da culinária francesa, como foie gras e escargô
Pratos naturais, bem leves e refrescantes, ou comida japonesa
Comidas exóticas e temperadas, como pratos indianos e árabes
2. Qual é a casa dos seus sonhos?
Um lugar todo decorado com lembranças de suas viagens pelo mundo
Um loft bem iluminado, com pé direito alto e uma maravilhosa vista
Uma casa com traços modernistas e espaço para ter um cachorro
Uma bela mansão dos anos 40 com escadaria de mármore
3. Se pudesse, você seria...
Mergulhadora, triatleta ou sereia
Ministra, escritora, pintora ou rainha
Princesa
Arqueóloga, enóloga ou odalisca
4. Qual é sua estação do ano preferida?
A primavera, para sentir o cheiro das flores
O verão, para sair de casa e aproveitar o sol
O inverno, para ficar em casa enrolada em um cobertor macio
O outono, para apreciar as cores das folhas secas pelo chão
5. Onde você gostaria de passar férias?
No Marrocos, na Índia ou na Turquia
Na Disneylândia, em uma praia qualquer ou fazendo rafting na Nova Zelândia
Visitando museus de grandes capitais, em países nórdicos ou em uma fazenda
Em uma ilha do mar Mediterrâneo
6. Entre os filmes abaixo, escolha a alternativa que combina mais com você:
"Imensidão Azul" e "Quem Vai Ficar com Mary ?"
"Matrix"
" Um Lugar Chamado Notting Hill " e "Uma Linda Mulher"
"O Paciente Inglês"
7. O que você gosta de fazer em seu tempo livre?
Visitar galerias de arte, organizar seus livros e colocar a leitura em dia, ouvir iseus CDs preferidos, beber um bom vinho
Planejar a próxima viagem a dois, comprar roupas, dançar
Esportes, passeios no campo, visitar feiras de artesanato
Pensar na nova decoração da casa, assistir a um filme superromântico em vídeo
8.O que você mais gosta de ler?
Histórias de amor
Histórias de aventuras
Relatos de viagens
Biografias
9.Quando for mais velha, você se imagina:
Não me imagino velha
Cercada pela família e preocupada com os netos
Ainda irreverente, sempre surpreendendo os mais jovens
Sempre elegante, mantendo seu estilo clássico
10. Com que roupas você se sente bem?
Com jaqueta de couro, ousando nas combinações
Com vestidos de alcinha e sandália ou jeans e camiseta
Com um pretinho básico e uma bela jóia
Com um tailleur de corte impecável
11. Quais são suas cores preferidas?
Branco, amarelo e turquesa
Rosa, azul e bege
Marrom, verde e azul em tons discretos
Preto e vermelho
12.Para você, a noite perfeita tem:
Um fondue com os amigos
Um jantar à luz de velas ou uma festa glamourosa
Um banho de piscina ou um jantar japonês a dois
Um jantar a dois na frente da lareira
13.Que tecidos você prefere?
Seda
Algodão e outros fios naturais
Veludo, couro e peles
Malha e tricô
14. O que você faz para seduzir um homem?
Usa uma roupa decotada e provocante
Troca olhares
Discute os últimos lançamentos de livros e filmes
Convida para um luau
15.Que tipo de lingerie você usa?
Peças rendadas
De algodão branco
De tecidos sintéticos que não marcam nem incomodam
De seda, cetim ou não usa nada
16.Entre as listas de palavras abaixo, escolha a que mais combina com você:
Discrição, cultura, intimidade, aconchego
Prazer, sedução, sensualidade, irreverência
Emoção, elegância, estilo, sofisticação, romance
Espontaneidade, descontração, dinamismo, alegria, energia
17. O que deve ter dentro do seu quarto?
Óleos essenciais, velas, água mineral e arrumação do feng shui
Livros, vinho e música
Incenso, almofadas e velas aromáticas
Vasos, arranjos florais e champanhe
18. Quem deve estar no seu quarto?
O namorado ou o noivo
O marido
Amigas e amigos
Um amante ou um amigo com quem você tem um caso
Veja em qual dos símbolos você marcou mais pontos e confira a deusa predominante em sua personalidade:
Resultado do teste
Volta
Teste da Marie Claire...
hehehe
posted by Jamie Barteldes segunda-feira, agosto 11, 2003
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sexta-feira, agosto 08, 2003
Supertramp - The Logical Song
When I was young, it seemed that life was so wonderful,
a miracle, oh it was beautiful, magical.
And all the birds in the trees, well they'd be singing so happily,
joyfully, playfully watching me.
But then they send me away to teach me how to be sensible,
logical, responsible, practical.
And they showed me a world where I could be so dependable,
clinical, intellectual, cynical.
There are times when all the world's asleep,
the questions run too deep
for such a simple man.
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
but please tell me who I am.
Now watch what you say or they'll be calling you a radical,
liberal, fanatical, criminal.
Won't you sign up your name, we'd like to feel you're
acceptable, respecable, presentable, a vegtable!
At night, when all the world's asleep,
the questions run so deep
for such a simple man.
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
but please tell me who I am.
posted by Jamie Barteldes sexta-feira, agosto 08, 2003
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posted by Jamie Barteldes sexta-feira, agosto 08, 2003
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quinta-feira, agosto 07, 2003
Eu sei...sao um monte de crônicas velhas. Mas sera que as crônicas envelhecem? Sera que perdem a juventude com o tempo, deixam de serem interessantes e simplesmente envelhecem e morrem? Eu nao acredito nisso, acho que algo que me imortaliza nao pode em si nao ser imortal. Pelo menos as crônicas têm que ser eternas pra que algo de mim permaneça, pra que algo de mim se aproveite.
Estou chateada hoje, nao ha um grande motivo. Nao briguei com ninguém, nao machuquei ninguém hoje. Mas fui machucada ontem. Sem motivo, nem para ser machucada, nem pra se sentir machucada. Nem sempre é necessario discutir para ferir. As vezes so é necessario desapontar. As pessoas e suas particularidades, suas fr?geis e obscuras particularidades.
E preciso relevar para nao destruir, relevar para nao cansar. Talvez nao me sinta chateada, talvez apenas aquele sentimento estranho de ter confiado demais. Isso n?o me faz deixar de confiar, nao diminue nem um pouco minha confiança. Sou sincera em dizer isso. So que ha brincadeiras e ha limites. Confesso que procuro fazer rir e com isso despejo minha vida no picadeiro, tiro sarro dela e deixo alguns participarem da brincadeira. Mas o publico nao deve participar. E uma metafora estranha, metaforica demais para ser metofora. E eu nem gosto de palhaços.
N?o quero expor-me chata, nem t?o pouco ranzinza. E o que sinto agora, nao vou mentir pra ninguém, nem pra mim. Talvez daqui a uma hora, as coisas tenham mudado e eu esteja de novo sorridente, telefonando, sendo a grude de costume.
Sera esse o problema, eu ser grude? Sera que é isso que vem cansando? Eu nao quero mudar isso em mim, mas temo que um dia venha a ser necessario. Nao, eu nao quero mudar, nao isso.Eis minha mais minha particularidade. ? minha maneira de fazer amigos e de cuidar deles.
E...pouco a pouco, os exercicios vao assumindo o carater confessional que eu temia e que eu tanto queria.
Por hoje é isso.
posted by Jamie Barteldes quinta-feira, agosto 07, 2003
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quarta-feira, agosto 06, 2003

posted by Jamie Barteldes quarta-feira, agosto 06, 2003
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A vida tem um senso de humor horrível. Quando tudo parece estar contra você e não há mais portas a serem fechadas na sua cara e você pensa que dessa vez você tem certeza de que a sua vida é uma merda, enquanto já procurava as cordas para se enforcar no banheiro, refletindo ser de fato um lixo por nem sequer ter imaginação suficiente para inventar uma forma original de suicídio, a vida te dá motivos para continuar respirando. Não há placas em seus pescoços avisando "Vim aqui para salvar sua vida". Eles chegam de mansinho, inicialmente quase insignificantes de forma que é uma dificuldade recordar pelo menos seus nomes. É tudo novo e você suspira na certeza de que nada será diferente em essência: você terá as mesmas feridas reabertas, só que por pessoas e de modos diferentes.
Com o tempo, mesmo sem refletir acerca do que está havendo, essas pessoas passam a, de algum jeito meio louco, fazer falta às vezes. E você passeia pelo shopping e pensa em como aquele enfeite de cabelo ficaria bonito nela ou como você adoraria presenteá-lo, mas simplesmente não sabe o que o agradaria, ou ainda em como você adoraria ter dado o "Bom dia” e o beijo que passou desapercebido na correria nossa de cada dia. Isso vai se tornando comum a cada dia que passa e você se sente às vezes tão fisicamente distante e ao mesmo tempo tão emocionalmente próxima delas e em alguns momentos você de fato adoraria conversar com elas, agora mesmo, por exemplo, mas não pode por serem três da madrugada e você supera esta ausência escrevendo cartas quilométricas, engraçadas ou melancólicas, felizes ou tristes, mas acima de tudo, sinceras e fica contando os minutos para que elas leiam suas cartas e te abracem com tanto carinho que você chega a ficar sem ar por alguns minutos, chorando e sorrindo sem fazer de fato nem um dos dois, feliz por elas simplesmente existirem em sua vida e por você existir na delas.
Então, subitamente, você sente tomada por um a ternura incontrolável e começa a se perguntar como agüentou tanto tempo sem tê-las por perto e começa a acreditar que realmente existe esta coisa estranha e sem embasamento científico chamada destino e que você foi vítima dele.
Quando você percebe, eles já fazem parte de seu mundo e você tenta de todas as formas fazer com que elas percebam o que você sente e transforma-se em mil para ser o mais útil possível e não se ressente quando eles não notam seus esforços com supostamente deveriam, já que não espera agradecimentos, apenas suas amizades até quando ainda for possível.
E você finalmente entende que senso de matilha não é delírio de jogador de RPG maravilhado por um mundo irreal e sim um meio de sobrevivência em mundo com um monstro bem pior que um enorme lobo com garras e presas afiadas prestes a arrancar em um momento sua cabeça: a solidão.
posted by Jamie Barteldes quarta-feira, agosto 06, 2003
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posted by Jamie Barteldes quarta-feira, agosto 06, 2003
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E daí que um dia tranquei-me dentro do guarda-roupa e comecei um texto com um pronome oblíquo. Imediatamente ouvi o típico som, como das outras vezes, mas, julguei-me protegida o suficiente para continuar sem medo. Quando adicionei a ele um desafiador “e aí...”, o barulho aumentou. Eu, confesso, tive medo. Um segundo depois, o guarda-roupa balançava ao que algo tentava abrir com toda a força a porta trancada à chave, observei a borracha suplicando para ser usada, buscando persuadir-me de todas as maneiras a evitar o pior, a arrepender-me dos meus pecados. Joguei-a na gaveta das meias para não ouvir suas tolas palavras pois, ora bolas, o texto é meu, eu faço dele o que bem entender!
Subitamente, a porta é arrancada e eu visualizo a cena dantesca: uma multidão de gramáticas, vindas de toda a vizinhança, algumas novas, a maioria velhas, todas decididas a arrancar de minhas mãos meu texto, trazendo como armas suas regras, suas inflexíveis regras como numa bizarra guerra contra minha inspiração. Avançavam escalando minhas jaquetas, usando as gavetas como degraus, vindo em minha direção enquanto eu, decidida a não ceder jamais, rabiscava como podia uma mesóclise no pretérito mais-que-perfeito justificando-me aos gritos “se algo é tão perfeito assim, qual a razão de não aceitar uma inocente colocação pronominal, poxa!”. Vendo que não as convenci, protegi meu texto contra meu peito arfante e, olhando para cima, surpreendo-me com gramáticas sendo sacudidas por outras gramáticas, provocando assim uma chuva de pontos finais, vírgulas e reticências que caiam lentamente com pequenos pára-quedas e me assusto de fato quando um ponto de interrogação pousa em meu nariz, fita-me irônico e pula num salto ornamental em direção a folha que inutilmente tento proteger.
Busco replicar suas investidas lançando acentos graves em meros artigos, mas elas não desistem combatendo minhas silepses num corpo a corpo extraordinário, arrancando os cabelos das minhas metáforas, fazendo sangrarem minhas inversões de termos.
Sem forças, em prantos metalingüísticos, eu grito: “É proposital! Eu conheço as regras! Cadê a democracia? Cadê o respeito à licença poética?!”. É inútil. Tudo o que posso fazer é observar de minha posição ridícula o estranho ritual que se inicia. As gramáticas colocam a folha amassada sobre o tapete, formando ao redor dela um círculo. Mediante o sinal da grande chefe, conhecida como Normativa, elas abrem suas páginas provocando uma espécie de furacão lingüístico o qual suga todos os meus “erros”. Depois disso, retornam às estantes de origem, pulando pela janela, caminhando rapidamente, envoltas pela atmosfera estranha de dever cumprido.
Eu, triste, saio do esconderijo e tomo o papel em minhas mãos, transformado agora em minha anti-obra, meu texto alheio, meu filho torto...minha redação de vestibular...
posted by Jamie Barteldes quarta-feira, agosto 06, 2003
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posted by Jamie Barteldes quarta-feira, agosto 06, 2003
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Quando começamos a existir? Quando nascemos ou quando tomamos consciência disso? Algo só existe para mim quando adapto sua existência ao que sou, quando começa a fazer parte dos meus dias, das minhas lembranças. Então, este chão não existia antes que eu o pisasse. Parece egocentrismo, mas é como se ele existisse para que eu um dia viesse a pisá-lo. Foi tudo minuciosamente preparado para este momento, o momento em que meus pés descalços sentiriam o incômodo deste solo quente, destes cacos espalhados pelo chão. Eu sigo, então. Se está tudo em mim, só eu posso modificar-me, só eu posso modificar o mundo, meu mundo. Os pés doem, estou suada, ando depressa e com força. Quero chegar ao fim deste trajeto aproveitando cada diferente tipo de dor que este calçamento imundo me garante como numa autopunição, como se os pés punissem o resto do corpo com o próprio sofrimento. Eu não quero mais sofrer. Meus pés querem, eu não.
Olho para minha direita e esqueço de olhar para frente. Há ali meu apoio, quero odiá-lo. Meus pés me punem um pouco mais, nem mais os sinto. Nem mais me sinto e me sinto com tanta intensidade de que me doo. Um carro, o freio, a piada. Não tenho raiva em mim, eu quero rir da situação. De um modo estranho, gosto do que acontece, é algo diferente assim como todas as coisas iguais que me cercam. Penso nas pedras deste calçamento recebendo meus pés cansados, meus pés feridos, ferindo meus pés. Penso na impossibilidade delas em aproveitar este momento, pobres pedras, que nasceram para que eu as pisassem.
Eu não quero mais ser uma mulher que vive como estas pedras, para ferir os pés, para ferir meus pés, para ferir os pés calçados que tentam me acompanhar, para ferir. A maquiagem não está tão velha e o curso não está errado. “Não ande só pelo caminhos traçado. Ele conduz somente até onde os sonhos dos outros chegaram”.Só os pontos observados, a relevância é que é imprópria. O chão não vai amaciar minha queda por eu olhar para ele enquanto ando. Portanto, se caio, deito-me no chão e olho pro’ céu, haverá quem deite comigo, caso contrário, existem as pedras e o mundo .
Lavo meus pés sem o desejo que eles fiquem limpos, cuido dos ferimentos que podem ser cuidados.
posted by Jamie Barteldes quarta-feira, agosto 06, 2003
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