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sexta-feira, setembro 26, 2003

posted by Jamie Barteldes sexta-feira, setembro 26, 2003
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"The grass is always greener on the other side
You neighbor has got a new car that you wanna drive
and when time is running out you wanna stay alive
We all live under the same sky
We all will live
We all will die
There is no wrong
There is no right
The circle only has one side"
Travis, "Side"
A curiosidade matou o gato, já dizia minha vó. Eu, que sempre tive pena do pobre felino incluso nesta frase, nunca levei isso muito a sério, afinal, minha curiosidade garantiu metade das boas coisas que eu consegui na vida por mérito próprio. Ruim é descobrir o lado ruim disso tudo. Ver que muitas vezes é melhor manter-se alheia às verdades que não te incluem, mesmo que isso te afete de alguma forma. A cada dia que se passa as verdades surgem com mais intensidade e eu cada vez mais quero que tudo seja uma grande brincadeira de mal gosto, como nos velhos contos e fadas em que todos terminam "felizes para sempre".
Hora de esquecer dessas histórias, hora de encarar a realidade, de deixar a fantasia para os filmes da Disney, de apagar essas estrelinhas ao redor de mim. Nada é como parece, tudo se mostra pior do que pensei. Viver a cada dia mais se parece com sobreviver, tentar fazer parte de um jogo estranho cujas regras eu não domino, sem bônus de vida, sem vidas extras.
Não sei, às vezes dá vontade de jogar tudo pro alto, de me desfazer do que me rasta de esperança. De arrancar meus olhos, ferir meus ouvidos, multilar meus membros, antes que outros o façam, antes que me machuquem mais ainda.
Enjoei desta template. Alguém aí sabe como mudar esta template sem que meus comentários desapareçam? Alguém ainda visita este blog um tanto non sense, uma tanto sei lá o quê? Alguém pode me responder como eu tenho minha infãncia de volta?Tudo o que quero é voltar a me importar com o sabor do biscoito recheado que eu vou ganhar no fim do dia.
"and if I could be who you wanted
if I could be who you wanted
all the time
all the time..."
Radiohead, "Fake plastic trees"
posted by Jamie Barteldes sexta-feira, setembro 26, 2003
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terça-feira, setembro 23, 2003
Tá, não deixem de visitar esta página por isso!!!!É apenas uma fase, eu vou ficar boa!!!
Ah, Rachel, melhoras!

posted by Jamie Barteldes terça-feira, setembro 23, 2003
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É, faz um tempinho que eu não ouvia Bon Jovi. Mas nesses últimos dias tive uma crise existencial meio braba, do tipo, voltar aquilo que me comfortava de alguma forma. Se Bon Jovi me conforta?Bem, me traz lembranças de um tempo que a coisa mais importante do mundo era o o próprio Bon Jovi. Aí a gente fica velha e descobre que Bon Jovi é uma porcaria e começa a se preocupar com coisas sérias. Quem me ouve falando pensa que gostei de Bon Jovi há dez anos. Que nada! Não faz nem 3 anos daquele ano fatídico no qual quase fiz uma tauagem com a logo do Super-homem e enchi o daco de cada criatura viva ou não que ficasse mais de 3 minutos perto de mim.
Mas, é isso. Bon Jovi é o besteirol, a baba adolescente. É ruim, isso é óbvio, mas eu gosto, fazer o que? SIM!!!EU GOSTO DE BON JOVI!!!Descobri isso quando me ví com uma escova que fazia vezes de microfone, de tubinho preto e cantando "Never Say Goodbye". Eu não tenho vergonha, é uma fase. Dizem que as fases nos completam, Bon Jovi ocupa um lugarzinho meio melancólio do meu pobre coraçãozinho roqueiro. Foram tantas fases...de Madonna a Balack Sabbath. E a mais recente fase Pumpkins, que eu não me esqueça dela! Fase menos inofensiva na qual "In the arms of sleep" era quase um hino ( até o Bruno vir com a interpretação "sexy" dele e acabar com toda a graça da minha musiquinha...). Se saí dela, não sei. Se saí das outras, também bão sei. Acho que sou um misto meio estranho de Bon Jovi, Madonna, Alanis, Billy Corgan, Rita Lee, Ozzy Osbourne, Dio, Waters, Page,Dinho Ouro Preto e Caetano...Vá entender o que isso significa...
Pra vocês, minha mais nova descoberta Bon Jovística. É do Crush (que nem meu não é...)
Mystery Train
Bon Jovi
There are days when she's a whisper
Nights when she's a scream
A reason to wake up in the morning
To close your eyes and dream
She'll curse you like a sailor
She'll wound you with her eyes
She always makes it better
But she won't apologize
I know everything about her but don't know her at all
Chorus:
She's a ride on a mystery train
To a place you've never been before
Better hold on tight to that mystery train
You're not in Kansas anymore
She's a ride
Mystery train
She cries because she's happy
She sings songs when she's mad
Like a stiff drink when you need it
She's good at being bad
And long before you knew her you knew she was the one
Chorus:
She's a ride on a mystery train
To a place you've never been before
Better hold on tight to that mystery train
You're not in Kansas anymore
She's a ride
Mystery train
Solo
I know everything about her but don't know her at all
Chorus:
She's a ride on a mystery train
To a place I've never been before
Better hold on tight to that mystery train
I'm not in Kansas anymore
She's a ride
On a mystery train
She's a ride
On a mystery train
Taken from http://www.defjam.com
posted by Jamie Barteldes terça-feira, setembro 23, 2003
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quarta-feira, setembro 17, 2003
posted by Jamie Barteldes quarta-feira, setembro 17, 2003
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Não sei se sou apenas eu quem detenho esta característica, acho que não, mas observei hoje que é muito fácil me agradar. Sei lá, não é necessário fazer muito, nada de muito grandioso pra arrancar um sorriso sincero de mim. Pensei nisso e refleti sobre o que isso significa. Eu sou dada a grandes realizações. Não quero ser "uma amiga minha...", quero ser "minha melhor amiga". Não sou uma namorada normal, eu sou um grude, exagerada no sentido mais amplo deste termo. Não me contento com uma aulinha de Inglês que se dá de modo automático, quero que cada aula seja algo meio que inesquecível. Isso cansa, às vezes. Cansa pois nem sempre consigo, cansa menos por "morrer tentando". Estranho eu me contentar com pouco, logo eu tão exageradamente hiperbólica. Egocêntrica, como diria o Luís, amostrada como diria o Bruno, Jamie como diria a Rachel. Nem sei se isso é tema pros exercícios, mas ví-me neste impasse existencial e tive que escrever. Sou ligada em detalhes que passam desapercebidos pela maioria, acho que por querer atenção o tempo todo e isso me contradiz as primeiras frases deste post, pois querer toda atenção do mundo é querer muito. Falo dos sorrisos, falo de citarem meu nome quando ouvem uma música que eu gosto. Falo de receber uma abraço sem motivo, de ouvir um "gosto de você" ou um "eu te amo"de vez em quando. Acho que todo mundo precisa disso, é egoísmo meu citar isso como que esperando por um Nobel. Mas tive que escrever....sempre tenho que escrever....
posted by Jamie Barteldes quarta-feira, setembro 17, 2003
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segunda-feira, setembro 15, 2003
Nós, pequenas criaturas estranhas e nojentas, buscamos. Buscamos e achamos e sofremos. Essa dor que eu sinto é muito minha pra ser compartilhada, essa sede de vingança por ninguém é quem me guia os dedos sobre o teclado. Não era pra isso tá aqui mas tá. Há uma data estranha na minha cabeça, uma dor estranha em meu peito, uma vontade meio que inocente de rasgar a roupa e gritar o engasgado pela minha moral. Que se foda a moral, o futuro. Eu nem deveria estar escrevedndo, não sou eu quam escrevo. Escrevo de olhos fechados pra não ver o que escrevo pois me machuca demais.
AAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!
Que droga, que droga de vida infame! Que porcaria de subexistência, que merda de músculo inútil. Nem que eu desejasse seria diferente pois eu já cansei de mudar e voltar pro ponto de partida. Mudar e descobrir que o ponto de chegada está pra ser construído. Fugir, fugir!
AHHH!
Fugir de mim! Que se exploda tudo, que morram todos. Que essa dor doa em todo mundo pra que eu me alivie, pra que eu não me submeta. Não era pra postar mas vou postando. Não leio o que escrevo, não corrijo. Sai de im apenas o que quer ser dito e não é , cheio de erros, assim como eu, assim como o mundo, assim como tudo o que já tive e já senti. Quebrado de fábrica, inutilizado na essência das coisas. Não há palavras, não há teclas. Eu quero quebrar o computador em mim. Tudo para de existir quando eu subexisto nisso tudo. Nem que não seja publicado, nem que nem seja corrigido. Eu não corrijo a mim, aceitem-me, aceitem-me!!!
Não aceitam? Pois fujam, pois morram, pois definhem. Eu definho, tu definhas, não dei se escrevo definahndo ou definho escrevendo. Sò definho e me fortaleço e só sei de mim o que me permito acreditar.
posted by Jamie Barteldes segunda-feira, setembro 15, 2003
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Tananananadanadadantatatarananataranananatata
We're talking away
I don't know what
I'm to say I'll say it anyway
Today's another day to find you
Shying away
I'll be coming for your love, OK?
Take on me, take me on
I'll be gone
In a day or two
So needless to say
I'm odds and ends
But that's me stumbling away
Slowly learning that life is OK.
Say after me
It's no better to be safe than sorry
Take on me, take me on
I'll be gone
In a day or two
Oh the things that you say
Is it life or
Just a play my worries away
You're all the things I've got to
remember
You're shying away
I'll be coming for you anyway
Take on me, take me on
I'll be gone
In a day or two
Iêi!!!!
posted by Jamie Barteldes segunda-feira, setembro 15, 2003
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posted by Jamie Barteldes segunda-feira, setembro 15, 2003
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Voce não pode comer camarão, mas come. Nem muito menos gosta de Kelly Key, mas algo que você não sabe explicar muito bem te imepde de mudar de canal e de parar de olhar pros peitos da Kelly Key. "Mas eu não sou lésbica", você pensa, e continua olhando pros peitos dela enquanto sente cólicas horríveis, treme de frio ( sem estar frio) e começam a surgir bolinhas nas suas mãos.
"Será a morte?", você pensa, e reflete que jamais pensou que morreria assistindo um clipe da Kelly Key, nem que morreria olhando pros peitos de ninguém, nem pros seus. E fica pensando por que diabos você foi comer camarão e lembra do quão suculentos e gostosos eles estavam. Daí você se lembra que seu corpo arde por você ter tomado sol demais, mesmo que seja branca feito uma vela de sétimo dia, só que com cintura e imagina a Kelly Key sem peitos. Depois imagina-se com os peitos da Kelly Key. Somente quando imagina um camarão com seus peitos é que você resolve tomar uma atitude. Você vai mudar de canal.
Sim, você é capaz, até pode ficar em pé..de fato você já está de pé, mas o atrito da camisola contra sua barriga ardida te lembra que você tomou sol demais e que não devia ter comido camarões, nem muito menos devia estar assistindo "cachorrinho" e percebe uma ligação niso tudo, até formula uma teoria interessante sobre isso, o desaparecimento misterioso do seu cd do Creed e os vocóides da apostila sobre a cama.
Mas se lembra que está morrendo e que você, definitivamente, não pode comer camarões.
posted by Jamie Barteldes segunda-feira, setembro 15, 2003
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posted by Jamie Barteldes segunda-feira, setembro 15, 2003
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É meio deseperador vê-lo assim. Faz-me refletir no quão angustiante deve ser para quem gosta de mim ver-me deste jeito. Algo a se pensar. O pior é não ter a solução, não ter culpa da situação. Pior é querer com toda a alma querer ter feito algo errado pra poder se desculpar e ficar tudo bem. Mas é impossível. E continua te machucando. Seu modelo de força e de apoio ali, num estado que vc não é capaz de alterar, tentando não dizer a coisa errada, nem parecer tentar fazer a coisa certa. Todos temos o direito a melancolia provisória, mas ninguém me avisou que iria doer tanto em mim.
Egoísmo meu querer sua melhora para provocar minha melhora. Que tipo de amiga é essa? Sei o que há, sei que nada posso fazer e isso me tira do sério, me subtrai a maturidade em esperar que ele melhore sozinho sem minha interferência. Esperar que ele se levante, como ele faria. Mas não sou assim, e nisso somos diferentes. Esses dias tenho lembrado de muita gente, encontrado muita gente. Nada tem mudado muito. Dias de uma trivialidade repugnante. Longe do telefone, de todos os que amei, dos meus amigos, de mim.
Dias pra se dormir e não querer acordar tão cedo.
posted by Jamie Barteldes segunda-feira, setembro 15, 2003
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terça-feira, setembro 09, 2003
posted by Jamie Barteldes terça-feira, setembro 09, 2003
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posted by Jamie Barteldes terça-feira, setembro 09, 2003
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Ver suas fotos antigas e não entender porque você se vestia tão mal, ver como aquela calça que você amava e que todo mundo implicava ficava realmente horrível. Ver como essa mesma calça não cabe mais em você e não saber se sente-se mal ou bem.
Ver as pessoas em quem você confiava, os namorados que te usavam, os namorados que você usou. Um amor antigo sepultado pelo tempo que você vive dizendo não afastar. Ver seus amigos, ver como mudaram, quantos você nunca mais viu, quantos você nunca mais vai ver, ver quantas engravidaram, quantas morreram, quantas desistiram de seus sonhos,de quantos sonhos você desistiu, quantos você concretizou e eles nem souberam. Ver quantos permaneceram em você e em quantos você se mantêm viva. Ver o sorriso sincero dos amigos nos momentos que você não lembra todos os dias, mas revive as cócegas, as piadas sem graça, o choro consolado, como todo mundo acaba perdendo o juízo e voltando à infancia ao seu lado, ver o quanto você tem saudade dos amigos que se foram por orgulho de não buscar um ao outro.
Ver as casas que você morou, seus lugares preferidos, seus animais de estimação que você matou por descuido, lembrar do gato atropelado por um monociclo e achar engraçado, triste. Ver as fotos de aniversário com bolos e salgados na mesa, refrigerantes que nem existem mais, a pantera cor-de-rosa nos pratinhos que você não teve, os convidados que esqueceram de você.
Ver as plantas, os domingos de se caminhar no sítio prá colher tangerinas, ver o pé de jabuticaba que foi sua companheira por muitas tardes, ver que você engolia todas as sementes na esperança das jabuticabas brotarem em você.
Ver como o céu era azul no verão e como chovia no inverno, ver que você acreditava que a chuva era comandada pela sua vontade, ver você de só de calcinha pulando, molhada até os ossos, tentando beber a chuva, fingindo não estar com frio prá não ter que entrar. Ver que ainda há algo em você que te manda cobrir os espelhos quando a tempestade começa e que você ainda morre de medo de trovão e ainda acha que o lençol te protege.
Ver que você ainda gosta de alfenim, de marrom glacê, de doce de leite com partículas, de comer açúcar escondido, de roubar granulado da geladeira, de bolo de cenoura com cobertura de chocolate, de vitamina de cenoura com beterraba, de quebra-queixo, de comer milho verde, ver que você nunca quis aceitar que os pontinhos verdes nos morangos não eram confeitos. Ver que você ainda sonha vez ou outra com a Maravilhosa Fábrica de Chocolates, que você deixou de pôr maionese em tudo, que você não gosta mais de cajuína, nem de doce de banana, ver que você deixou de comer na panela e beber água direto da garrafa.
Ver os momentos ilustres, ver você de porta bandeira, de freira, de gato-do-mato, ver sua irmã de carneiro da Parmalat. Ver você atriz, ver você cantora, ver o quanto você viveu e nem nota, ver você se formando na oitava série e se sentindo adulta, se formando no terceiro ano e as olheiras do vestibular. Ver você dançando a Ragatanga, ver você matando o bolo, ver você chorando na Aula da Saudade com cara de bebê sem colo, ver seu bico pós-choro. Ver quantas pessoas você conhece e como com tão poucas você mantêm contato.
Ver suas 3x4 e desistir de cortar o cabelo, ver que você não mudou tanto. Pular as fotos que te trazem lembranças tristes. Ver que você não tem foto na praia, não tem foto com todos os namorados, não tem fotos com seus amigos mais novos, não tem fotos olhando para o reflexo no espelho, nem fotos do quarto, nem fotos na ponte metálica, não tem fotos de tentativas frustradas de guardar o pôr-do-sol, nem encostada no seu carro. Ver que há ainda várias páginas em branco no seu álbum de fotos e que precisa urgentemente de mais boas lembranças e dorme feliz por já possuí-las.
Jamie Barteldes
www.exerciciospleonasticos.blogspot.com
posted by Jamie Barteldes terça-feira, setembro 09, 2003
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