|
Comments:
terça-feira, outubro 28, 2003
As novidades do fim de semana não são muitas.As únicas alegrias destes dias foram as ligações do Bruno (Obrigada por tudo!Ei, eu te adoro), da Rachel ( a lasagna tá certa pra quinta), da Yara (quer a Jessica pra ti?:p)e do Fábio ( desculpe-me por este fim de semana), e o fato de eu ter, finalmente, Internet em casa. Pois é, após sobreviver quase cinco anos gastando fortunas nos Cyber Cafés da vida, eis que Jamie Barteldes finalmente pode acessar a net em seu não tão doce lar. O verme, no entanto, é inevitável. E que venham as madrugadas sem sono e as olheiras reveladoras! Será que passa? É bem provável, que me diga o DVD empoeirado! Quem sabe seja a fim da greve dos Exercícios, quem sabe o começo da acomodação ante a net que eu nunca tive. Não vou negar que a Internet pra mim ainda é um troço distante, algo que eu já tinha perdido as esperanças de possuir. Sempre se pareceu com R$ 3,00, com disquete e texto pré-produzido ( e quase sempre esquecido), com algo para o qual preciso andar quatro quarteirões pra ter acesso. E é pq agora a Maraponga conta com este “serviço”, antes só no North Shopping! Mas, vai que isso faz parte das mudanças que ocorrem com a gente quando nos tornamos universitários. Diz o Bruno que ao entrar na faculdade, você se torna gente, uma espécie de bônus no seu carisma, inteligência, sabedoria, uma tal gostosura adquirida. Ter Internet está no pacote? Acho que não. Acho que é algo tão simples como ter uma televisão a cores, um DVD...sei lá, tô me sentindo um passarinho tomando banho numa poça d’água que todo mundo já usou e eu lá, fazendo propaganda sobre os benefícios da água, morta de feliz.
Mas, eu acho que é assim mesmo. Foi necessário que um carinha viesse aqui e falasse em menos de cinco minutos tudo aquilo que eu passei quase seis anos tentando explicar pra galerinha aqui e ninguém acreditava. E o pior é que ficou todo mundo com cara de quem ouvia uma grande novidade! “Ah, só um pulso no fim de semana!Que legal!”
“Não precisa ter provedor pago?! Sério?!”
“Nossa! Poxa, é só ligar o fio telefone no computador!Que incrível!”
E eu num canto do quarto, tamborilando os dedos e pensando: “Pq que quando eu dizia isso parecia ficção científica?!”
Coisas que só acontecem comigo. Pelo menos terei uma biografia interessante...
Aproveitando o ensejo, lanço uma pesquisa: qual a maravilha tecnológica que mais te deixou no verme? Não se esqueçam dos detalhes e do ano!
(a quem visita o blig, há este mesmo post)
posted by Jamie Barteldes terça-feira, outubro 28, 2003
Comments:
quarta-feira, outubro 22, 2003

posted by Jamie Barteldes quarta-feira, outubro 22, 2003
Comments:
É isso aí, post novo. Jamais achei que chegariam a este ponto: 50 mensagens em menos de que, de um mês? Eu, hein! Esse povo erripgista...nam. Mas é bom entrar aqui e ver que tem gente visitando esta página, mesmo que só pra mangar.
Mais uma vez eu tinha uma crônica pronta, mas esqueci em casa, pra variar. Nâo há muito o que dizer. As novidades são que estou namorando, fui pro ECEl, tenho um blog novo e comecei a mestrar D&D. São coisas importantes sem dúvida, mas que não estou curtindo como deveria. Sei lá...
Bem, acho que tô com pena de postar alguma coisa. Acho que vou passar um tempo sem vir até os Exercícios.
GREVE DOS EXERCÍCIOS PLEONÁSTICOS!!!!!
posted by Jamie Barteldes quarta-feira, outubro 22, 2003
Comments:
sexta-feira, outubro 10, 2003

posted by Jamie Barteldes sexta-feira, outubro 10, 2003
Comments:
É...eu sei o que acontece quando eu coloco mais de dois posts aqui nos exercícios: ninguém comenta!!!Mas, para compensar o tempim que vou passar longe da net fim de semana que vem, resolvi desistir de tentar mudar minha template ( como estudante de letras eu sou uma excelente webmaster), e vir postar alguma coisa de útil.
Bem, os últimos dias têm sido legais. Finalmente paguei o que devia ao CA e se o Saulo der uma de arrombador de novo eu mando prender!!!Por falar em CA, a divisória está caindo literalmente em cima de nós. Está difícil aguentar o cheiro de barata e cupim, mas é o CA, ora vamos. Estou me preparando para mestrar D&D dentro de alguns meses e o play test de hoje foi menos traumático. Participaram dele o elfo gracioso do Bruno, o clérigo caladão do estreiante Cícero e o halfling cozinheiro e fanho do Ed, além da participação mais que especial da co-mestra Rachel. Acredito que as coisas venham a melhorar com a aquisição do Cidadela Sem Sol, uma aventura quase pronta. Levei carão do Ed e da Yara (o Cícero ficou com medo), ví a Rachel e o nojo que ela possuí por carne, comprei o presente de dia das crianças do Bruno e informei ao meu affair que vou trocá-lo pelo Rubem Alves amanhã e fui chamada, olha que bonitinho, de "querida futura namorada". Suspiros à parte, foi um dia legal. Amanhã vou assitir a uma conferência educacional na qual Rubem Alves irá palestrar. Creio que será interessante. No próximo fim de semana foi para o ECEL, em Sobral, e trarei fotos suficientes para que vocês julguem o parte não-acadêmica do evento.
Ou seja, há muito a fazer, muito a pensar, muito a se preocupar, muito a amar e muito a odiar...ainda bem.
A todos deixo mensagens especiais:
Rachel, foi legal comer com vc hoje. Desculpe, é que eu sempre esqueço que vc é vegetariana. Acredita que pensei em te ligar pra gente ir hoje numa costelaria?Nâm...Obrigada pela ajuda, viu?
Ed e Yara....foi mal. Não vai se repetir.
Cícero, vc joga muito bem e, não se preocupe, mesmo que vc tenha dito que não sou gostosa, vou dormir hoje:)
Bruno, comprei seu presente de dia das crianças, o que faz com que eu lhe page o dinheiro que vc me emprestou hoje e me trasforma novamente em uma mulher não submissa que não deixa ninguém pagar nada pra ela!hehehe:*
Luís, meu filho, vc já se recuperou da prova do Fobias? Diábuéraquilu, má? . Como é mermo o verbo to be?Dê as caras por aqui, cê faz falta!
Coisa, desculpe-me não ter te ligado, não posso mais ligar pra celular enquanto não creditar meu tim. Mas não esqueci de vc, nem vou tomar suas revistinhas..eu acho...:):*
Lidyane "Amarela-véa"....AMIGA, SAUDADES!!!:****
Val, cadê vc, fia?! Nem respondeu meu e-mail, né?!Humghf...:)
Ailton, nunca mais visitei teu site. Faço isso agora, então. Como vc tá?
Fábio, só coloco mensagem pra vc quando vc visitar meu blog. Ora bolas, que espécie é essa de "querido-futuro-namorado" que não quer saber da minha vida virtual?!hehehe:*
Esqueci de alguém? Se esqueci, beijo!!!!
Jamie
posted by Jamie Barteldes sexta-feira, outubro 10, 2003
Comments:
Se eu morrer novo,
sem poder publicar livro nenhum
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.
Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.
Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
Não desejei senão estar ao sol ou à chuva -
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela unica grande razão -
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e a chuva,
E sentando-me outra vez a porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraido.
Alberto Caeiro, 7-11-1915
posted by Jamie Barteldes sexta-feira, outubro 10, 2003
Comments:
segunda-feira, outubro 06, 2003
As preocupações nunca nos deixam, elas apenas mudam de foco. Eu me preocupo tudo e com todos, e isso me inclui. Não é que eu precise mudar, se eu for mudar tudo o que não está de acordo com o restante dos seres vivos eu não serei Jamie e, ser generalizada dessa forma não me agrada nem um pouco. Mas, sigo. Sigo com minhas preocupações, se é que elas são só minhas. Estes estão sendo dias de mudanças, mudanças estas que não quero que aconteçam subitamente. Estou indo aos poucos, aproveitando cada nova surpresa, cada novo sentimento, como que querendo ter o que lembrar se o futuro não for como eu espero. Novas oportunidades, oportunidades as quais me lamentei um ano inteiro por não aparecerem para mim, ou por não existirem, por não valerem a pena ou por simples cegueira ante ao óbvio. E cá estão elas.
Como eu disse, as preocupações ainda existem, apenas mudaram de foco. Não é mais uma questão de estar ou não só, é uma questão de querer ou não estar só. Refletir sobre o que esse tempo em que estive sozinha me trouxe de bom, o que eu conquistei somente por estar sozinha e que me faz bem. Parece cedo para pensar nisso tudo, mas eu acho que nunca é cedo para colocar sua vida numa balança de valores. Repensar os próprios sentimentos para entender os dos outros. Tentar ser o mais cética possível para não cair numa outra das inúmeras roubadas de alguns poucos anos de experiência.
Há muito o que aprender sobre relacionamentos, nesse ponto eu nem discuto. Mas o pouco que aprendi (mais com as quedas do que com as vitórias) é o que me faz refletir tanto sobre isso. É por me conhecer um bocado que reflito, já que não me parece fácil estar com alguém como eu. Para estar comigo é preciso mais do que estar lá quando eu precisar, é estar lá o tempo todo. Há de se esquecer dos conceitos sociais empurrados a força nos homens, por que traição pra mim é uma falha de caráter imperdoável, provocar ciúmes não faz parte de um joguinho saudável de sedução e, aliás, eu odeio joguinhos. São conceitos que a gente esquece quanto está apaixonada, mas que devem estar sempre em mente, que estão sempre na minha mente. Talvez seja mais fácil permanecer solteira, pra mim e pro mundo. Eu não pretendo mudar minha vida em função de alguém, mas sei que é isso o que vai acontecer, o que sempre acontece. Só que não é me abrigando nas confortáveis feridas do passado que vou evitar as novas, não é me escondendo do novo que evito sua chegada. Tenho evitado tocar neste assunto por não estar muito certa do que quero, do que isso vai mudar minha vida e conseqüentemente a vida de quem convive comigo. Medo, medo bobo, mas ainda sim medo. Mas chega uma hora em que a decisão é necessária. E a hora chegou.
Trilha sonora: “I’ll stand by you” The Pretenders
posted by Jamie Barteldes segunda-feira, outubro 06, 2003
Comments:

posted by Jamie Barteldes segunda-feira, outubro 06, 2003
Comments:
Quem tem irmã mais nova por aí sabe do que eu estou falando. O cenário é o mesmo da última vez em que você teve que demonstrar para aquela criatura extremamente parecida e absurdamente diferente de você quando mais nova, que você a ama e se importa com as coisas que ela faz: o colégio dela. Isso mesmo, não ouse se esquecer do período junino do ano corrente, não se esqueca do quão sacal foi passar toda uma noite sentada numa cadeira miúda se empanturrando de Coca-Cola, bolo de milho e vatapá frio, tentando ignorar os pais tarados que olhavam pra você como que te despindo até os ossos , os pivetes “azarando a tiazinha irmã da Jessica” e o forró troando nos seus ouvidos. Não ouse esquecer, pois a situação agora não é diferente. Lá está você na tal de Semana Cultural do Pernalonga se perguntando por que diabos não é filha única e por que cargas d’água você inventou de vir de bota com salto e toda de preto, assim que percebe que um doidin com uma camiseta surrada do Marilyn Manson, fedendo a Derby, está piscando pra você e tocando guitarras imaginárias. Mas você tá lá. A bota aperta, a apresentação não começa, mas ninguém vai poder dizer que você não é uma irmã boa, que você não faz sacrifícios pela sua irmãzinha caçula.
Começam as apresentações. Primeiro, o hino nacional. Sim, você ainda se arrepia com os acordes iniciais e instintivamente se levanta e põe uma mão no peito e outra nas costas. Xenofilia? Nada! Behavioismo puro. Seu corpo se lembra dos beliscões que você levava das freiras “se não respeitasse a sua pátria”. Olha pros lados e ninguém com menos de 40 anos faz o que você está fazendo. Se sente velha, se sente mal por que as crianças de hoje nem se quer sabem cantar o hino.
Outras apresentações e a tortura continuam respectivamente com Babado Novo, Chiclete com banana e Xuxa. Enquanto o Ensino Fundamental I ( que no seu tempo era primeiro grau menor) se apresenta, você observa os pais. Definitivamente não quer ser mãe ao presenciar em menos de um minuto um bebê vomitando na mãe, um menino brincando com o próprio cuspe e uma garotinha que cisma de gritar do seu lado, pelo pai que está no primeiro degrau do alto da arquibancada, sendo que vocês estão quase no chão.Olha pro palco, expressões corporais. Ai, meu Deus, quantas vezes você não fez isso, quantas vezes não vestiu essas roupas horríveis e repetiu esses mesmos passos clichês, participou dessas mesmas apresentações que custaram tardes e tardes de ensaios, gritos e ansiedade, quantas vezes você se irritou com a menina desajeitada que sempre erra ( e que muitas vezes era você) e as outras que faltam no dia em que não deveriam faltar. Dá até uma certa saudade desses tempos de Semana Cultural, da Amizade, da Campanha da Fraternidade que você era obrigada a participar com paródias e danças, do Festal.
Imersa nessas lembranças você nem nota que a apresentação dela está começando. Lá está ela com uma roupa ridícula e uma participação não menos execrável. Pensa que se fosse você que estivesse ali faria melhor que toda aquela pirralhada, que o som está muito agudo, que seu pé tá doendo. Mas olha pra ela e vê que mesmo com todos esses defeitos, ela está morta de feliz em estar no palco, morta de feliz por você ter deixado os livros de lado e ter ido ver a tal apresentação dela. E percebe que não importa o mico que aquela criatura dançando no meio da quadra faça você passar. Você a ama com uma quase maternidade que te impede se sentir-se ridícula e de não estar orgulhosa como uma pata velha por ela estar alí.
E é claro que você volta pra casa irritada e reclamando de tudo só pra não dar o braço a torcer, assim como uma pata velha.
posted by Jamie Barteldes segunda-feira, outubro 06, 2003
Comments:
sábado, outubro 04, 2003
ê....Consegui por os links!!!
posted by Jamie Barteldes sábado, outubro 04, 2003
|
 |