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domingo, novembro 30, 2003
Faz tempo que não escrevo crônicas de Natal. A última (na verdade, a primeira de todas as crônicas) chamava-se “A felicidade” e narrava uma aula de campo de Sociologia em Pacoti. Tive, naquela crônica, inspirações que surgiam de todos os meus sentidos. Era uma crônica sensorial e isso foi há quatro anos.
Hoje liguei o computador com o intuito de escrever uma crônica de Natal daquelas que faz sua mãe se orgulhar dos seus “dotes literários” e seus amigos acreditarem que aquilo que você escreve realmente tem algum futuro. Uma crônica que traga consigo o espírito natalino numa espécie de post-it encantado. Sem dúvida uma tarefa difícil. É mais fácil encantar pessoas quando se tem quinze anos de idade e se escreve bem. E como vêem, este já é o terceiro parágrafo e nada de crônica. De repente percebi que sinto falta de quando a inexistência do Papai Noel era uma dúvida e não uma certeza.
Não é que a melancolia esteja diretamente relacionada ao Natal, mas é que para mim não faz mais sentido. Talvez nunca tenha feito e eu é que não tenha percebido quando as renas adquiriram um outro campo semântico. A propaganda da Coca-Cola continua sendo exibida, os shoppings continuam se enfeitando, com certeza na Globo vai passar um dos “Esqueceram de mim” , mas algo perdeu a graça e até agora árvore de Natal da minha casa continua guardada. As férias me parecem algo bem mais sedutor do que as datas comemorativas. Nesses dias me importo mais com primeiro de Janeiro que com a virada do ano.
Meus presentes já estão garantidos. Os dos meus amigos, quase todos comprados. E eu que adoro dar presentes aproveito-me do Natal como justificativa para alimentar meu vício de ver quem eu gosto sorrindo. Imagino a mesa do dia 25, as maravilhosas comidas específicas deste período e enquanto escrevo esta crônica, devoro um panetone. Mas o Natal mesmo como os que tentaram me vender a vida toda, acho que esse acaba quando eu desligo a TV e vou dormir.
posted by Jamie Barteldes domingo, novembro 30, 2003
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Um amigo me perguntou este fim de semana porque, reclamando de tudo o que acontecia por lá, do salto, do cansaço (justificado pelas aventuras da Semana da Linguagem também nesta semana) e da necessidade ridícula de vestir-se como uma patricinha que eu não sou, eu continuava participando do Braz-Tesol. Tentei explicar para ele que, como professora de Inglês de início de carreira, era necessário que eu estivesse nos lugares onde meus colegas de trabalho estão pelo menos uma vez por ano. Pode parecer um pensamento bastante idiota perder um fim de semana inteiro num lugar que não me garantirá nada mais que fama já que eu não trabalho na mídia e sim, numa sala de aula. Mas foi exatamente assim que me senti em relação ao Braz-Tesol do começo deste ano. Uma vitrine ambulante, uma mocinha inexperiente demais para estar dentre professores bem mais experientes, alguns deles chegaram até a me ensinar boa parte do que sei hoje (não deixa de ser esquisito). Notei muita hipocrisia, muita gente tentando manter aparências, muita gente tentando viver do sucesso que tiveram no passado, gente que não percebe que numa profissão como essa ou você se atualiza ou se torna mais um carinha que sabe Inglês mas que não compreende que as coisas mudam bem mais rápido hoje em dia que nos tempos de glória dos cursos de Inglês aqui em Fortaleza.
O Braz-Tesol do começo do ano durou apenas um dia e não foi bom. O deste fim de semana durou três dias e melhorou bastante. As pessoas continuam as mesmas e eles ainda não entenderam o que significa o termo coffee break , mas a qualidade dos workshops, dos mini-courses, e das Academic Presentations melhorou bastante. Primeiro pelo fato de terem priorizado o Inglês de forma que apenas um workshop foi apresentado em Português e esse nem contava direito já que falava de motivação e não de algo específico do ensino de Língua Inglesa (e acreditem, ainda existem muitos professores de Inglês que, pasmem, não falam Inglês e muita gente que acha que o curso de Letras- Inglês para se aprender Inglês e que não é necessário saber a língua que intenciona-se ensinar. Pra mim é algo tão patético como um Russo querer ensinar Português sabendo o verbo ser e como dizer “bunda” na nossa língua). Assuntos interessantes, pesquisas comprovadas, muita gente fazendo Mestrado, muitos professores que são bons e que querem continuar assim. Até os comercials, que antes eram mera propaganda de editora querendo desesperadamente vender, passaram a trazer algo de ressaltável. Eu participei do que pude: de técnicas de uso de dicionários em sala sem que os alunos durmam até como construir meu próprio material didático.
Enfim, este Braz-Tesol foi melhor até no raffle, afinal, não se ganha a Grammar Dimmensions da Diane Larsen-Freeman e uma coleção de posters da Longman todos os dias. Ano que vem provavelmente vou estar apresentando o resultado de uma das minhas pesquisas. No fim de tudo, o Braz-Tesol continua sendo uma vitrine, só que agora é lucro estar à mostra.
posted by Jamie Barteldes domingo, novembro 30, 2003
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terça-feira, novembro 11, 2003
Confiram no meu novo blig www.globlin.blig.ig.com.br as novidades da aventura de D&D mais estranha e engraçada do mundo.
E, no meu blig pessoal www.jamiebarteldes.blig.ig.com.br as fotos do ECEL - Encontro Cearense dos Estudantes de Letras que ocorreu em Sobral mês passado. E comentem. Beijo pra todo mundo!!!
J
posted by Jamie Barteldes terça-feira, novembro 11, 2003
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segunda-feira, novembro 10, 2003
posted by Jamie Barteldes segunda-feira, novembro 10, 2003
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Eu não queria fazer de você minha última valsa, como aquela que se dança com uma lágrima que não desce e sua mão indiferente em minha cintura. Não queria rodopiar naquele salão vazio, ouvindo meu vestido fazer um barulho engraçado, vendo nossas sombras mostrarem o que intencionávamos ser antes daquela valsa, a minha última valsa.
Nas valsas de minha vida, as quais dancei muito mal acompanhada ou vertiginosamente sozinha, eu escolhi meus clássicos e eu determinei os quiméricos trajes das minhas festas tristonhas. Mas na minha última valsa, eu não queria fazer de você meu acompanhante por que nela meu único poder é dançar dentro das formalidades de um salão vazio.
Antes disso, ajude-me a rasgar este vestido e arranhar o piso deste salão que nos obriga. Dobre suas calças como se fosse pescar e cantemos alto. Mas não se permita a ser minha última valsa. Minha última valsa é tudo aquilo que não há em você.
Trilha sonora: “Innuendo”- Queen
posted by Jamie Barteldes segunda-feira, novembro 10, 2003
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Lembro-me que o primeiro DVD que assisti foi o de Stigmata. Minha fascinação pelo aparelhinho não se deu pela qualidade de imagem e som, ou pelo enredo em si, mas pela possibilidade de optar por um fim alternativo. O direito a escolha ou sequer conhecimento de um outro desfecho possível me deu uma sensação de poder inigualável. Resultado: dei para exigir finais alternativos até nos filmes ainda nas salas de cinema por um bom tempo.
Revivi esta necessidade na última quarta-feira, quando estreou nos cinemas Matrix Revolutions. Como fã dos primeiros episódios, fiz questão de ir à estréia levando comigo a pesada bagagem de expectativas. Pra mim, não tinha como Revolutions ser um filme ruim diante da complexidade do enredo e da excepcional qualidade das lutas (excetuando é claro a síndrome de superman do Neo e a luta Neo versus Smiths com vezes de Counter Strike com tela de péssima resolução). Quem diria, eu estava errada. E acada minuto que se passava na sala de 11 das Multiplex do Iguatemi, eu desejava um pouco mais acordar daquele pesadelo. Tudo bem, Zion, como esperado foi salva após uma extraordinário ataque dos sentinelas, a luta final foi além das minhas expectativas e Miobe pilotando é tudo, mas além disso, o filme é absolutamente descartável. Restos do Reloaded que alguém catou de uma espécie de lixo cinematográfico e lançou como Revolutions. Ninguém sabe se Neo morreu (e antes disso, desde quando alguém com os olhos queimados não grita desesperadamente de dor), não exploraram direito o encontro do Oráculo com o Arquiteto, a Trinity morreu de graça e só faltaram os Teletubies na cena final quando o sol surge. Deprimente.
Por isso, aguardo ansiosamente pelo lançamento de Revolutions em DVD. Quem sabe eles possuam a sensatez de colocarem nele um fim decente. Por que nem mesmo eu consigo um fim pior para Matrix Revolutions, mas, como sabemos, há quem se supere.
posted by Jamie Barteldes segunda-feira, novembro 10, 2003
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sexta-feira, novembro 07, 2003

posted by Jamie Barteldes sexta-feira, novembro 07, 2003
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Se vc gostou de Matrix Reloaded, não assista Matriz Revolutions! Morra feliz com as verdadeiras cenas de luta e o non-sense saudável de um Neo digitalizado!
Comento mais no fim de semana.
E para os professores de Inglês, eis o e-mail que eu recebi do Graeme. As condições melhoraram para a galera sem tempo, mas a exploração e a falta de contéúdo (e organização) continuam tão "boas" quanto o de sempre. Não é que não seja proveitoso, mas um monte de workshop interessante ao memso tempo é de doer!Eu fiz minha inscrição hoje no CNA Fátima (antigo DEC) pela bagatela de R$30,00. Espero que preste!
Segue:
Dear Friends,
I apologise for the profusion of email that some of you have received regarding this event, but it is now my pleasure to communicate some interesting NEWS!!!
In view of recent requests by some teachers who are busy on either Friday or Saturday, we are now able to offer single day registration for the VIIIth Braz-Tesol Fortaleza.
Please note that you will benefit much more from the mini-courses if you are able to participate on both days.
For example:
1) I am a member of BT (ou estudante de Letras) and can be there on Thursday night and Friday AND Saturday. Fee: R$ 30.00
2) I am a member of BT (ou estudante de Letras) and can be there on Thursday night and Friday OR Saturday only. Fee: R$ 15.00
3) I am a non-member of BT and can be there on Thursday night and Friday AND Saturday. Fee R$ 40.00
4) I am a non-member of BT and can be there on Thursday night and Friday OR Saturday only. Fee R$ 20.00
5) I wish to become a member of Braz-Tesol (and receive the bimonthly newsletter) and can be there on Thursday night, Friday AND Saturday. Fee R$ 60,00
6) I wish to become a member of Braz-Tesol (and receive the bimonthly newsletter) and can be there on Thursday night, Friday OR Saturday only. Fee R$ 45,00
7) I do not take my profession seriously and have no interest in participating in anything which may contribute to my growth. Fee R$ 00,00 !!!
The venue for the event will be FA7:
Rua Maximiano da Fonseca, 1395
Eng. Luciano Cavalcante
Fortaleza – CE, CEP 60811-020
Telefones: (85) 488 7779/9605 8794
If you are coming from outside Ceará (or Brazil!) please note that you can register on the day of the event and that most of you will be staying at the
Hotel Comfort Fortaleza:
Rua Frei Mansueto, 160
Meireles
Fortaleza – CE
(85) 486 4800
Finally, don't forget you can register at the following centers and avoid long lines on the day:
7 de setembro Idiomas (Av. Imperador & Dionísio Torres) - 488 7839
SKY (Av. Dom Luís, 609) - 224 7879
Fisk (Iguatemi & Varjota)
CNA (Fátima & Parquelândia)
CBL (Rua Vicente Leite)
Looking forward to seeing you soon.
Graeme Clive Hodgson
President
Braz-Tesol Fortaleza Chapter
(85) 224 7879
(85) 9994 4091
btfortal@hotmail.com
posted by Jamie Barteldes sexta-feira, novembro 07, 2003
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sábado, novembro 01, 2003
posted by Jamie Barteldes sábado, novembro 01, 2003
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“You reached for the secrets too soon, you cried for the moon...”
Começou quando ela não agüentou mais e decidiu fazer deste sentimento algo maior do que um desabafo desesperado no ápice da raiva que, como ela já sabe, não dá em nada. Olhou em volta, viu o móbile de sonhos despencar no chão, papéis em autocombustão, os ursos de pelúcia rasgando uns aos outros e tudo em volta indiferente demais, tudo o que tinha a cara dela naquele recinto pareceu presente de amigo secreto, tudo envolto naquele ar esquisito de pesadelo que se acorda como se caindo e ouvindo um fim de ópera.
“Nobody nowhere understands anything about me and my dreams, lost at sea...”
Mas nem uma lágrima caía de seus olhos, nem uma vez sentiu as pernas tremerem ou o coração bater mais depressa. Era necessário manter-se naquele corredor, não por ser uma atitude adulta ou sensata, mas porque era tudo o que lhe restava e tudo o que faria com que nada mais restasse como algo dela .
“And what you never knew can never get to you, so fake it”
E foi assim que, amarrando as próprias mãos àquele momento como medida de libertação daquelas horas, ela se levantou do chão que ela só visitava quando feliz o suficiente para levantar decentemente. Tomou folha, papel e seu parco português pincelado de Inglês, deitou-se na cama e sonhou com os mimos e colos daqueles que não lhe causavam nojo.
“I need someone to ease my mind...”
posted by Jamie Barteldes sábado, novembro 01, 2003
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